Publicado por: Fred | dezembro 18, 2008

Coisa de criança?

Estava inclinado a fazer um post mais sério…  no entanto, devido a um outro blog achei interessante adiar esta idéia para comentar aqui sobre um tema que é muitas vezes, tal qual o RPG, visto como coisa de alienados ou de crianças e jovens…
Animes e mangás. Quem não viu, colecionou ou era fã de algum (ou ainda o é)?

Apesar do preconceito inerente a estes estilos de arte (porque não) existem muitos animes e mangás que são sim clássicos, e que são direcionados para um público mais maduro e inteligente, por exemplo o atual Death Note (que estão surgindo rumores de uma possível adaptação para os cinemas americanos) e Ghost in the Shell (que tem influencias em matrix). Lógico que existem diversos tipos de desenhos e quadrinhos direcionados a diversos públicos diferentes, alguns bons outros não dependendendo do gosto de cada um.

  • shoujo: são voltados para um público feminino jovem.
  • shounen: são voltados para um público masculino jovem.
  • seinen: animes voltados para adultos e adolescentes masculinos.
  • josei: animes voltados para adultos e adolescentes femininos.
  • kodomo: japonês para “criança”, são voltados para crianças menores.
  • mecha: animes caracterizados por robôs gigantes.
  • ecchi: japonês para “indecente”. O nome origina-se da leitura da letra H em inglês. Contém humor sexual bem moderado.
  • hentai: japonês para “tarado” ou “pervertido”, usado para descrever animes pornográficos. No entanto, no Japão os termos usados são Poruno ou Ero.
    • kemono (animais)
    • futanari (hermafroditas)
    • rorikon (crianças – adolescentes femininos)
    • shotakon (crianças – adolescentes masculinos)
    • yaoi (homossexualidade masculina)
      • shounen-ai: romance entre personagens masculinos.
    • yuri (homossexualidade feminina)
      • shoujo-ai: romance entre personagens femininos.
    • ero (adultos): no oriente Ero é conhecido como Hentai, assim Hentai é conhecido Ero.

Bleach

Naruto

Evangelion

É interessante notar que no Brasil, como não existia a procura por mangás e animes, salvo pelo público infantil, adolescente e jovem, as distribuidoras e os canais de televisão costumam adiquirir somente materiais voltados para esse tipo de público. Isso privou o público de alguns trabalhos mais refinados e interessantes. Nos últimos 10 anos houve uma boa aceitação entre o público brasileiro, e  apesar de recente, esse fenômeno conseguiu expandir o leque de trabalhos importados para cá, e agora já é mais fácil encontrar algumas obras de qualidade.

Então fica aqui a dica: Antes de ouvir pré-julgamentos, procure um mangá ou anime entre os vários estilos e títulos disponíveis e veja o que você acha.  Após começar a história você ficará louco pela continuação. Além do mais se você gostar não interessa o que os outros acham não é.

OBS pessoal: acho que vale frizar que minha defesa aqui não engloba cosplay, o qual acho desnecessário e exagerado… no entanto isso é questão de opnião, e não tenho nada contra quem goste…

Curiosidades:

  • As raízes do mangá estão no século VIII (período Nara) com a aparição dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. Os mangás não tinham no entanto sua forma atual que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais, provenientes dos Estados Unidos.
  • Após o fim da 2ª Guerra os americanos, ocupando o Japão, trouxeram uma grande influência para o estilo de fazer desenho e animação japonês. Nesse período um artista se destacou como pai dos mangás modernos, Osamu Tezuka tendo sido influenciado por artistas como Walt Disney e Max Fleischer. É ele quem introduz com exatidão os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade ou onomatopéias que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e de enquadramentos como os usados no cinema. As histórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos.
  • Osamu Tezuka era amigo pessoal de Mauricio de Souza.
  • Os mangás são publicados no Japão originalmente em revistas antológicas. Essas revistas com cerca de 300 à 800 páginas (em formato B5, 18,5 x 26 cm) são publicadas em periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre. Elas trazem capítulos de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem entre dez e 40 páginas. Assim que atingem um número de páginas em torno de 160~200, é publicado um volume, chamado tankohon ou tankobon, no formato livro de bolso, que, aí sim, só contém histórias de uma série. Uma das revistas mais famosa é a Shonen Jump, que publicou trabalhos famosos como Dragon Ball, ou Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho e continua publicando outra séries conhecidas como Naruto, One Piece, Bleach e Death Note. Outro detalhe é o preço dessas “revistas” que são muito acessíveis aos bolsos japoneses – a Shonen Jump por exemplo custa 240 ienes (em torno de 5 reais).

fontes: wikipedia e eu…

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Responses

  1. Oii amor

    Eu adorei o post,bem eu adoro animes,aprendi a ver msm a pouco tempo uns três anos neh!!!
    Mas agora sou viciada,e estou adorando ver,acho bem legal e como vc diz anime tb é cultura…as historias são otimas,pelo menos a maioria,e sempre que assisto um episodio fico na fomiagem pra ver o proximo,mas tenho que esperar uma semana,ai isso mata rsrs…

    Bjus Kiko

  2. Amor tem ki fazer mais posts kkkk
    seus fãs estão esperando…kkkkk,zuera.

    Bjus

  3. Parabéns, gostei do pos ficou bem interessante, mesmo dando para notar que você não é de fato um fã de anime tão fantico como muitos xD
    Pq um otaku, em pouquissimos casos, falaria mal da cultura cosplay
    Aliás Otaku, é como se chamam as pessoas que são viciadas em anime
    Gostei do texto, ele foi claro e sem preconceitos

    otimo trabalho


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